Surgiu uma pequena discussão sobre o destino amoroso dos três personagens principais de "A Ilha". Alguns parecem desiludidos com a escolha da personagem feminina. O que têm a dizer?
Gostaram ou preferiam outro final?
Mostrar mensagens com a etiqueta a ilha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta a ilha. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 1 de março de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
"A Ilha"
"Nunca o seu reino ficara sem um rei, a necessidade de encontrar um herdeiro para o trono nunca se colocara ao seu povo.
Os destinos do seu reino estavam nas mãos da sua família desde tempos imemoráveis, sem que alguma vez isso tivesse sido posto em causa. Nunca ninguém o contestara e nunca haviam faltado herdeiros ao trono. Que ele soubesse, não existia sequer uma lei com a solução para o caso de não existir um futuro rei.
O povo tremera na sua ausência, mas a certeza que voltaria para casa era tal que não tinham sequer pensado em encontrar um substituto.
Poderia sempre assegurar o futuro escolhendo o seu sucessor entre um dos aldeãos, mas não fazia ideia de como o povo reagiria a tal decisão."
"Meio escondida pelo pó, lá estava a porta, uma pequena porta de madeira. Morten contemplou-a, duvidando que conseguisse passar por ela. Mas o pior é que a planta não fazia menção à altura do túnel. Se fosse do mesmo tamanho da porta, seria quase impossível chegar à aldeia.
Depois de algum esforço e de provocar uma enorme nuvem de pó, o criado conseguiu abrir a porta.
Os dois espreitaram para o túnel e, apesar de toda a expectativa, nada mais era do que isso mesmo, um túnel. Um longo corredor de pedra, escuro e despido.
Morten agarrou na tocha e despediu-se do criado, pedindo-lhe para avisar o jovem rei que ia seguir caminho.
Sentia-se pouco confiante e a escuridão e a humidade que o envolviam não ajudavam, mas Morten seguiu caminho."
in "A Ilha" disponível no Google Books
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
"A Ilha"
"De facto, depois das tentativas que já fizera, só via uma solução: mandar os dois vizinhos a mudarem-se para lados opostos da aldeia. Caso não se mudassem, o rei recusar-se-ia a perder mais tempo com os dois teimosos.
Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus.
No entanto, havia a possibilidade de ele ser somente o primeiro de muitos outros, de estar apenas a abrir caminho para os novos invasores. O jovem rei não sabia como lidar com a perspectiva de uma nova invasão." in "A Ilha" disponível no Google Books
Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus.
No entanto, havia a possibilidade de ele ser somente o primeiro de muitos outros, de estar apenas a abrir caminho para os novos invasores. O jovem rei não sabia como lidar com a perspectiva de uma nova invasão." in "A Ilha" disponível no Google Books
terça-feira, 30 de novembro de 2010
"A Ilha"
"Os víveres que trouxera amontoavam-se no chão, misturados com as sementes e os rebentos que planeava plantar nos dias seguintes.
"Embora estivesse certo que não convencera os Anciãos acerca das boas intenções de Morten, o jovem rei acabou por desistir. Afinal, o mais importante estava feito, dizer-lhes que ele tinha que ser protegido como se um olec se tratasse e eles pareciam ter aceitado isso. No dia seguinte, quando falasse com os aldeãos sobre a possibilidade de terem de enfrentar uma guerra, como ficara decidido na reunião com o Conselho dos Anciãos, teria também a oportunidade de lhes contar sobre a presença de Morten e de lhes pedir que o ajudassem no que fosse necessário."
Depois de comer, sobrou-lhe pouca ou nenhuma coragem para continuar a por as coisas em ordem. De qualquer maneira, também não precisava de fazer tudo na primeira noite.
Procurou nos sacos uma coberta. Sabia que trouxera duas, bem como uma imensa pele que lhe custara os olhos da cara mas, por mais que procurasse, não as conseguia encontrar. Ou, se calhar, o cansaço ajudado pela falta de paciência não lhe deixavam discernimento suficiente para procurar bem.
Mas a pele lá acabou por aparecer.
Estendeu-a à frente da lareira e deitou-se, adormecendo pouco depois.
Algumas horas mais tarde, o fogo extinguiu-se.""Embora estivesse certo que não convencera os Anciãos acerca das boas intenções de Morten, o jovem rei acabou por desistir. Afinal, o mais importante estava feito, dizer-lhes que ele tinha que ser protegido como se um olec se tratasse e eles pareciam ter aceitado isso. No dia seguinte, quando falasse com os aldeãos sobre a possibilidade de terem de enfrentar uma guerra, como ficara decidido na reunião com o Conselho dos Anciãos, teria também a oportunidade de lhes contar sobre a presença de Morten e de lhes pedir que o ajudassem no que fosse necessário."
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
"A Ilha"
"Segundo os éditos, esta era quinta vez que o caso era levado ao rei, que se via assim compelido a tomar uma decisão drástica.
De facto, depois das tentativas que já fizera, só via uma solução: mandar os dois vizinhos a mudarem-se para lados opostos da aldeia. Caso não se mudassem, o rei recusar-se-ia a perder mais tempo com os dois teimosos.
Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus."
De facto, depois das tentativas que já fizera, só via uma solução: mandar os dois vizinhos a mudarem-se para lados opostos da aldeia. Caso não se mudassem, o rei recusar-se-ia a perder mais tempo com os dois teimosos.
Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus."
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
"A Ilha"
"Este cenário de deserto gélido era reconfortante para Morten. A solidão, a certeza que não encontraria ninguém para lhe dizer isto ou aquilo, para o criticar, para o apontar, eram o garante do seu descanso.
Quando decidira mudar-se para a Ilha, muita gente lhe dissera que aquela solidão ser-lhe-ia agradável a princípio, mas que duraria para o resto da vida e que isso tornar-se-ia, provavelmente, insuportável.
Discordava completamente daquela visão.
A solidão nunca o assustara, pelo contrário."
"Morten tentou habituar os olhos à escuridão, mas era impossível distinguir o que quer que fosse.
De repente, percebeu. Exceptuando o vento que corria agora rapidamente lá fora, o silêncio era total. Adormecera embalado pelo consolador crepitar da lenha no fogo e este apagara-se. Acordara com a ausência desse ruído acolhedor.
Com alguma cautela, procurando evitar pisar as cinzas ainda quentes, Morten levantou-se e espreitou pela rudimentar chaminé.
Estava a amanhecer."
Quando decidira mudar-se para a Ilha, muita gente lhe dissera que aquela solidão ser-lhe-ia agradável a princípio, mas que duraria para o resto da vida e que isso tornar-se-ia, provavelmente, insuportável.
Discordava completamente daquela visão.
A solidão nunca o assustara, pelo contrário."
"Morten tentou habituar os olhos à escuridão, mas era impossível distinguir o que quer que fosse.
De repente, percebeu. Exceptuando o vento que corria agora rapidamente lá fora, o silêncio era total. Adormecera embalado pelo consolador crepitar da lenha no fogo e este apagara-se. Acordara com a ausência desse ruído acolhedor.
Com alguma cautela, procurando evitar pisar as cinzas ainda quentes, Morten levantou-se e espreitou pela rudimentar chaminé.
Estava a amanhecer."
terça-feira, 31 de agosto de 2010
"A Ilha"
"A Ilha"
"Tinham razão. Eram muito diferentes e talvez não fosse possível. Começava a pensar que tudo aquilo nada mais fora do que uma loucura e que talvez o preço a pagar por a levar avante fosse tão elevado que não valesse a pena.
Pediu à Assembleia que lhe desse uma semana, um prazo que consideraram razoável, e continuou com a discussão dos problemas do dia-a-dia.
Como sempre, não eram muitos e ficaram rapidamente despachados, o que se revelou um alívio para Freyja. Ao contrário do que esperava, o seu coração estava agora ainda mais apertado. Precisava de descansar. E de encontrar um ombro amigo."
"O jovem rei percorreu todo o castelo, mas sem qualquer sucesso. Nem um sinal dos dois.
De volta à Praça de Armas, chamou o seu servo e os dois voltaram ao castelo. O jovem rei estava convencido que Morten e Fiydin tinham saído por um motivo.
Já no bosque encontraram Fiydin, caminhando de cabeça baixa em direcção ao castelo.
- O que sucedeu? – perguntou o jovem rei. O anão abriu os olhos o mais que pode, como se repetisse a pergunta.
- Ele partiu. Tentei impedi-lo, disse-lhe que era uma loucura meter-se no bosque à noite, mas ele não pareceu muito preocupado e seguiu caminho."
"Tinham razão. Eram muito diferentes e talvez não fosse possível. Começava a pensar que tudo aquilo nada mais fora do que uma loucura e que talvez o preço a pagar por a levar avante fosse tão elevado que não valesse a pena.
Pediu à Assembleia que lhe desse uma semana, um prazo que consideraram razoável, e continuou com a discussão dos problemas do dia-a-dia.
Como sempre, não eram muitos e ficaram rapidamente despachados, o que se revelou um alívio para Freyja. Ao contrário do que esperava, o seu coração estava agora ainda mais apertado. Precisava de descansar. E de encontrar um ombro amigo."
"O jovem rei percorreu todo o castelo, mas sem qualquer sucesso. Nem um sinal dos dois.
De volta à Praça de Armas, chamou o seu servo e os dois voltaram ao castelo. O jovem rei estava convencido que Morten e Fiydin tinham saído por um motivo.
Já no bosque encontraram Fiydin, caminhando de cabeça baixa em direcção ao castelo.
- O que sucedeu? – perguntou o jovem rei. O anão abriu os olhos o mais que pode, como se repetisse a pergunta.
- Ele partiu. Tentei impedi-lo, disse-lhe que era uma loucura meter-se no bosque à noite, mas ele não pareceu muito preocupado e seguiu caminho."
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Personagens principais
A Ilha
A Ilha é, mais do que um cenário, a personagem principal do livro.
Ao contrário do que muitos idealizam, esta ilha não tem palmeiras à beira-mar nem resorts de luxo. Trata-se, sim, de um local perdido no meio do mar, isolado do resto do mundo e do tempo e que todos aqueles como nós, os que (sobre)vivem do lado de cá, julgam ser completamente deserto.
Uma vasta planície de gelo puro, quase um espelho, que se estende até ao mar revolto e agreste, determinado a afastar os indesejados. Ventos cortantes que assobiam, uma velha cabana degradada mas ainda assim acolhedora e uma floresta cerrada, feita de árvores que se diria poderem animar-se sempre que quiserem, que esconde outros mundos: é a depois dela que algumas das personagens vivem e se protegem.
E é algures dentro dela, num outro tempo, numa outra dimensão, numa ilha à parte da própria ilha, que habitam outras personagens...
O Mundo de Freyja e Fiydin
Este é mais um cenário que é quase uma personagem.
Paradigma de tudo o que de mais bonito existe na vida, é a casa maior de duas das principais personagens de "A Ilha".
Belas flores que crescem livremente, quase sem precisarem de rega, árvores que parecem embalar os pequenos habitantes nos seus ramos.
Erva fresca e alta, permanentemente orvalhada, no meio da qual os habitantes brincam às escondidas. O céu é sempre azul e o Sol brilha mesmo quando no mundo lá fora tudo está coberto por nuvens tão negras como a noite.
Este mundo só pode ser encontrado se os seus habitantes assim o desejarem. Ao longo dos tempos desenvol
Diz-se que se situa algures no meio da floresta, mas poucos o conseguem ver...
Freyja
Freyja é, tal como o seu mundo, uma criatura especial.
Embora pertença a uma espécie não-humana, é mais humana de todas as personagens: hesita entre o amor de um homem que mal conhece e aquele que sempre pensara ser o amor da sua vida.
Hesita entre casar com o amor de sempre contra a vontade do povo que lidera.
Mas não hesita em levar para o seu mundo protegido um homem que acaba de conhecer.
Pequena, à semelhança de todos os seus conterrâneos, chama a atenção pela sua pela extraordinariamente branca e pelos cabelos negros como as penas de um corvo, mas, sobretudo, pelas suas asas que quase nunca deixam de se agitar.
Herdou o reino do seu pai e, tal como os seus antecessores, não tinha qualquer preparação para as responsabilidades de reinar, embora essa seja, de facto, a sua maior vocação.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Uma manhã, aconteceu
"Alguém que ele não conhecia de lado nenhum conseguira que visse a verdade que ele não queria aceitar por nada. Apesar de considerar aquela Ilha como sua, apesar de acreditar que mais ninguém a habitava, aquela pequena mulher fizera-o despertar para a realidade.
-Eu comprei esta Ilha para viver em paz, sozinho.
- Porque é que alguém quer viver sozinho? É tão triste...
E depois, compraste esta Ilha a quem?"
"Uma manhã, aconteceu. Abriu os olhos e lá estava ela, sorridente, agachada junto a ele. Estava vestida de azul, um azul tão claro que mais parecia água transparente, o mesmo azul que cobria as pequenas asas. Morten interrogou-se se todos os vestidos dela teriam asas. Queria perguntar-lhe mas receava que muitas questões fossem demasiadas e acabassem por a afastar, tal como temia que, se não fizesse perguntas, se permanecesse calado, ela se fosse embora."
"Depois de dominar a surpresa, o rapaz sorriu e estendeu a mão ao príncipe, apertando-a com força. Esperava encontrar tudo naquela Ilha menos uma criatura estranha da sua idade que parecia conhecer a sua língua. Mas bastava-lhe olhar para ele para perceberem que poderiam ser camaradas. Aqueles olhos azuis inspiravam-lhe uma confiança imensa, como nunca tivera em ninguém.
- Obrigado. Venho à procura do meu pai. "
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Livros de Luz de Lisboa
"A Ilha", de Luz de Lisboa+-+C%C3%B3pia.JPG)
“Quantos de nós seriam capazes de dar a vida para salvar o melhor amigo?
E se ele fosse o futuro marido do amor da nossa vida?”
“A Ilha” é um romance de ambientes fantásticos no qual se cruzam criaturas que saltam da nossa imaginação para a realidade e seres humanos, entre guerras e paixões.
Tudo começa quando um homem só e desiludido com a vida resolve comprar uma ilha isolada que julga desabitada.
Contudo, a Ilha reserva-lhe algumas surpresas e vai dar-lhe o melhor e o pior que um ser humano pode desejar: amigos, um amor e uma guerra.

“Quantos de nós seriam capazes de dar a vida para salvar o melhor amigo?
E se ele fosse o futuro marido do amor da nossa vida?”
“A Ilha” é um romance de ambientes fantásticos no qual se cruzam criaturas que saltam da nossa imaginação para a realidade e seres humanos, entre guerras e paixões.
Tudo começa quando um homem só e desiludido com a vida resolve comprar uma ilha isolada que julga desabitada.
Contudo, a Ilha reserva-lhe algumas surpresas e vai dar-lhe o melhor e o pior que um ser humano pode desejar: amigos, um amor e uma guerra.
"Pequenas Histórias para Entreter", de Luz de Lisboa
“Fantasmas apaixonados por humanos, humanos obcecados por fantasmas, homens levados ao desespero por outros, gente enamorada por alguém que nunca viu.”
“Pequenas Histórias para Entreter” reúne cinco pequenas histórias (“O Cravo e a Sepultura”; “Os Últimos a Sair”; “O Avião”; “A Mulher da sua Morte”) escritos para entreter o leitor.
Assim, “O Cravo e a Sepultura” é a primeira das “Pequenas Histórias para Entreter” e fala-nos de um homem obcecado por uma fantasma que está apaixonada por ele, julgando-o o seu amor há muito perdido.
Já no conto “Os Últimos a Sair” encontramos dois homens, um desesperado com a crueza do mundo do trabalho e capaz de tudo para lhe por fim, e o outro determinado a evitar a repetição de uma tragédia.
O cenário da terceira história, “O Avião”, decorre na maior aeronave do mundo, na qual embarcam dois jovens apaixonados um pelo outro mas que não se conhecem.
Por fim, o último conto, “A Mulher da sua Morte”, relata-nos a aventura de um jovem imprudente dominado por uma obsessão à qual os amigos tentam por um fim sem grande sucesso.
“Pequenas Histórias para Entreter” reúne cinco pequenas histórias (“O Cravo e a Sepultura”; “Os Últimos a Sair”; “O Avião”; “A Mulher da sua Morte”) escritos para entreter o leitor.
Assim, “O Cravo e a Sepultura” é a primeira das “Pequenas Histórias para Entreter” e fala-nos de um homem obcecado por uma fantasma que está apaixonada por ele, julgando-o o seu amor há muito perdido.
Já no conto “Os Últimos a Sair” encontramos dois homens, um desesperado com a crueza do mundo do trabalho e capaz de tudo para lhe por fim, e o outro determinado a evitar a repetição de uma tragédia.
O cenário da terceira história, “O Avião”, decorre na maior aeronave do mundo, na qual embarcam dois jovens apaixonados um pelo outro mas que não se conhecem.
Por fim, o último conto, “A Mulher da sua Morte”, relata-nos a aventura de um jovem imprudente dominado por uma obsessão à qual os amigos tentam por um fim sem grande sucesso.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Mais uns bocadinhos de "A Ilha"
"O jovem rei tinha uma enorme curiosidade em conhecer o estranho. Se ele e os do seu mundo não pretendiam invadir a Ilha, então o que o fizera mudar-se para ali? Porque estava ali sozinho? E, principalmente, porque é que Freyja parecia estimá-lo tanto?
- Continua preocupado com esse estranho, meu rei? – perguntou o anão. O rei suspirou profundamente. Não se podia dizer que estivesse preocupado.
- Estou mais intrigado que preocupado.
- Acha que vale a pena contar ao povo que esse homem está na Ilha?
- Por agora, não. Chega de problemas. E depois, se ele não fez nada até agora, talvez seja melhor deixar as coisas como estão. – o jovem rei desistiu de observar Morten. Afinal, ia acabar por ficar horas a vê-lo tratar das suas culturas, limpar em redor da casa, dormir uma sesta, regar as culturas, vigiar o peixe enquanto este secava e, enfim, entrar em casa e só regressar no dia seguinte, para a mesma a rotina."
"A Assembleia esperava por Freyja.
A rainha nunca se atrasava mas desta vez estava a demorar e todos sabiam porquê. Pela primeira vez, estava nervosa e não o escondia de ninguém. Tinham que entender que ela era igual a todos os seus súbditos e que, uma vez entregue no seu destino nas suas mãos, sentia-se insegura e assustada. Afinal, sentira-se forte o suficiente para submeter o seu amor à aprovação do seu povo, revira todas as consequências e prepara-se para enfrentar qualquer decisão."
"O jovem rei tinha uma enorme curiosidade em conhecer o estranho. Se ele e os do seu mundo não pretendiam invadir a Ilha, então o que o fizera mudar-se para ali? Porque estava ali sozinho? E, principalmente, porque é que Freyja parecia estimá-lo tanto?
- Continua preocupado com esse estranho, meu rei? – perguntou o anão. O rei suspirou profundamente. Não se podia dizer que estivesse preocupado.
- Estou mais intrigado que preocupado.
- Acha que vale a pena contar ao povo que esse homem está na Ilha?
- Por agora, não. Chega de problemas. E depois, se ele não fez nada até agora, talvez seja melhor deixar as coisas como estão. – o jovem rei desistiu de observar Morten. Afinal, ia acabar por ficar horas a vê-lo tratar das suas culturas, limpar em redor da casa, dormir uma sesta, regar as culturas, vigiar o peixe enquanto este secava e, enfim, entrar em casa e só regressar no dia seguinte, para a mesma a rotina."
"A Assembleia esperava por Freyja.
A rainha nunca se atrasava mas desta vez estava a demorar e todos sabiam porquê. Pela primeira vez, estava nervosa e não o escondia de ninguém. Tinham que entender que ela era igual a todos os seus súbditos e que, uma vez entregue no seu destino nas suas mãos, sentia-se insegura e assustada. Afinal, sentira-se forte o suficiente para submeter o seu amor à aprovação do seu povo, revira todas as consequências e prepara-se para enfrentar qualquer decisão."
Subscrever:
Mensagens (Atom)


