Mostrar mensagens com a etiqueta estranho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta estranho. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"A Ilha"

"De facto, depois das tentativas que já fizera, só via uma solução: mandar os dois vizinhos a mudarem-se para lados opostos da aldeia. Caso não se mudassem, o rei recusar-se-ia a perder mais tempo com os dois teimosos.


Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus.

No entanto, havia a possibilidade de ele ser somente o primeiro de muitos outros, de estar apenas a abrir caminho para os novos invasores. O jovem rei não sabia como lidar com a perspectiva de uma nova invasão." in "A Ilha" disponível no Google Books

quinta-feira, 11 de março de 2010

Mais uns bocadinhos de "A Ilha"

"O jovem rei tinha uma enorme curiosidade em conhecer o estranho. Se ele e os do seu mundo não pretendiam invadir a Ilha, então o que o fizera mudar-se para ali? Porque estava ali sozinho? E, principalmente, porque é que Freyja parecia estimá-lo tanto?
- Continua preocupado com esse estranho, meu rei? – perguntou o anão. O rei suspirou profundamente. Não se podia dizer que estivesse preocupado.
- Estou mais intrigado que preocupado.
- Acha que vale a pena contar ao povo que esse homem está na Ilha?
- Por agora, não. Chega de problemas. E depois, se ele não fez nada até agora, talvez seja melhor deixar as coisas como estão. – o jovem rei desistiu de observar Morten. Afinal, ia acabar por ficar horas a vê-lo tratar das suas culturas, limpar em redor da casa, dormir uma sesta, regar as culturas, vigiar o peixe enquanto este secava e, enfim, entrar em casa e só regressar no dia seguinte, para a mesma a rotina."

"A Assembleia esperava por Freyja.
A rainha nunca se atrasava mas desta vez estava a demorar e todos sabiam porquê. Pela primeira vez, estava nervosa e não o escondia de ninguém. Tinham que entender que ela era igual a todos os seus súbditos e que, uma vez entregue no seu destino nas suas mãos, sentia-se insegura e assustada. Afinal, sentira-se forte o suficiente para submeter o seu amor à aprovação do seu povo, revira todas as consequências e prepara-se para enfrentar qualquer decisão."