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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"O Cravo e a Sepultura"

"Ficara sempre acordado, incapaz de dominar aquela alegria de ter conseguido parte do seu objectivo e de se sentir, pela primeira vez na vida, em sua casa. Afastara-se apenas para ir buscar um cigarro.
O seu último olhar fora para a sepultura e, quando voltou, o primeiro voltou a ser para ela. E, para seu espanto, algo mudara.
Pareceu-lhe ver um objecto pousado sobre a campa, um objecto colorido, mas não conseguia perceber o que era.
Saiu de casa e aproximou-se da sepultura, tentando descortinar do que se tratava, mas a Lua escondera-se por detrás das nuvens, escurecendo tudo. Teve a sensação que alguém fugia, saltando o pequeno muro coberto de musgo que separava a sua propriedade da vizinha."
"O Cravo e a Sepultura"
"Quando a noite caía e Daniel saía para esperar por ela, encontrava apenas a sepultura, sozinha, vazia por fora, quase como se não valesse nada sem o cravo vermelho.
Sentia-se triste, ainda mais triste perante aquele cenário. Ali ficava, acordado, desesperado, com os olhos o mais escancarados possível, pestanejando o menos que fosse capaz, com medo de, ao perder alguns segundos de visão, perder também a hipótese de a ver.
Mas, noite após noite, ela continuava sem aparecer, deixando-o cada vez mais vazio. De manhã, voltava para casa e dormia, até a noite chegar novamente.
Mesmo o seu sono não conseguia ser sossegado, ausente daquela mulher, daquele espectro."
in "O Cravo e a Sepultura", "Pequenas Histórias para Entreter"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"Os Últimos a Sair"

"- Diabos? Eu não consigo entender essa expressão… - a conversa foi interrompida por um grito de um dos agentes.


A primeira das pessoas a ser libertada estava à porta do edifício, fazendo sinal com um lenço de papel branco para que a deixassem sair.

- Aposto que também aquela mulher te vai conseguir explicar o que se está a passar dentro da cabeça do homem que a manteve refém… Até aposto que ela está do lado dele.

- Ai… Não vens tu também com aquela conversa da síndrome de Estocolmo…"

"- O que aquela mulher disse…


- Eu já vivi tudo o que aquela mulher disse e muito mais do que isso. E esse António também. É por isso que ele está lá dentro, com uma arma, em busca de alguma justiça, mas, sobretudo, em busca de por um fim a isto. Deixa-o. Deixa-o fazer o que ele tem a fazer.

- Ouviste bem o que acabaste de me pedir? Eu não posso deixar que um homem mate outro, por mais razões que ele tenha. E desculpa lá que eu te diga, também não me parece que tenha assim tantas… - João levantou-se e agarrou um braço de Correia com toda a força que as algemas lhe permitiam ter." in "Os Últimos a Sair", "Pequenas Histórias para Entreter"

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Livros de Luz de Lisboa



"A Ilha", de Luz de Lisboa

“Quantos de nós seriam capazes de dar a vida para salvar o melhor amigo?
E se ele fosse o futuro marido do amor da nossa vida?”

“A Ilha” é um romance de ambientes fantásticos no qual se cruzam criaturas que saltam da nossa imaginação para a realidade e seres humanos, entre guerras e paixões.
Tudo começa quando um homem só e desiludido com a vida resolve comprar uma ilha isolada que julga desabitada.
Contudo, a Ilha reserva-lhe algumas surpresas e vai dar-lhe o melhor e o pior que um ser humano pode desejar: amigos, um amor e uma guerra.




"Pequenas Histórias para Entreter", de Luz de Lisboa



“Fantasmas apaixonados por humanos, humanos obcecados por fantasmas, homens levados ao desespero por outros, gente enamorada por alguém que nunca viu.”

“Pequenas Histórias para Entreter” reúne cinco pequenas histórias (“O Cravo e a Sepultura”; “Os Últimos a Sair”; “O Avião”; “A Mulher da sua Morte”) escritos para entreter o leitor.
Assim, “O Cravo e a Sepultura” é a primeira das “Pequenas Histórias para Entreter” e fala-nos de um homem obcecado por uma fantasma que está apaixonada por ele, julgando-o o seu amor há muito perdido.
Já no conto “Os Últimos a Sair” encontramos dois homens, um desesperado com a crueza do mundo do trabalho e capaz de tudo para lhe por fim, e o outro determinado a evitar a repetição de uma tragédia.
O cenário da terceira história, “O Avião”, decorre na maior aeronave do mundo, na qual embarcam dois jovens apaixonados um pelo outro mas que não se conhecem.
Por fim, o último conto, “A Mulher da sua Morte”, relata-nos a aventura de um jovem imprudente dominado por uma obsessão à qual os amigos tentam por um fim sem grande sucesso.