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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
"A Ilha"
"Nunca o seu reino ficara sem um rei, a necessidade de encontrar um herdeiro para o trono nunca se colocara ao seu povo.
Os destinos do seu reino estavam nas mãos da sua família desde tempos imemoráveis, sem que alguma vez isso tivesse sido posto em causa. Nunca ninguém o contestara e nunca haviam faltado herdeiros ao trono. Que ele soubesse, não existia sequer uma lei com a solução para o caso de não existir um futuro rei.
O povo tremera na sua ausência, mas a certeza que voltaria para casa era tal que não tinham sequer pensado em encontrar um substituto.
Poderia sempre assegurar o futuro escolhendo o seu sucessor entre um dos aldeãos, mas não fazia ideia de como o povo reagiria a tal decisão."
"Meio escondida pelo pó, lá estava a porta, uma pequena porta de madeira. Morten contemplou-a, duvidando que conseguisse passar por ela. Mas o pior é que a planta não fazia menção à altura do túnel. Se fosse do mesmo tamanho da porta, seria quase impossível chegar à aldeia.
Depois de algum esforço e de provocar uma enorme nuvem de pó, o criado conseguiu abrir a porta.
Os dois espreitaram para o túnel e, apesar de toda a expectativa, nada mais era do que isso mesmo, um túnel. Um longo corredor de pedra, escuro e despido.
Morten agarrou na tocha e despediu-se do criado, pedindo-lhe para avisar o jovem rei que ia seguir caminho.
Sentia-se pouco confiante e a escuridão e a humidade que o envolviam não ajudavam, mas Morten seguiu caminho."
in "A Ilha" disponível no Google Books
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
"A Ilha"
"Segundo os éditos, esta era quinta vez que o caso era levado ao rei, que se via assim compelido a tomar uma decisão drástica.
De facto, depois das tentativas que já fizera, só via uma solução: mandar os dois vizinhos a mudarem-se para lados opostos da aldeia. Caso não se mudassem, o rei recusar-se-ia a perder mais tempo com os dois teimosos.
Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus."
De facto, depois das tentativas que já fizera, só via uma solução: mandar os dois vizinhos a mudarem-se para lados opostos da aldeia. Caso não se mudassem, o rei recusar-se-ia a perder mais tempo com os dois teimosos.
Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus."
terça-feira, 6 de julho de 2010
Mais um bocadinho...
"Uma manhã, aconteceu. Abriu os olhos e lá estava ela, sorridente, agachada junto a ele. Estava vestida de azul, um azul tão claro que mais parecia água transparente, o mesmo azul que cobria as pequenas asas. Morten interrogou-se se todos os vestidos dela teriam asas. Queria perguntar-lhe mas receava que muitas questões fossem demasiadas e acabassem por a afastar, tal como temia que, se não fizesse perguntas, se permanecesse calado, ela se fosse embora.
Morten sentou-se, ainda meio ensonado, sem perceber muito bem se est
ava acordado ou a dormir e, mais uma vez, a sonhar com Freyja."
"Não estava zangada, dificilmente poderia ficar zangada com Morten. Percebera desde o primeiro momento que aquela tristeza era tão genuína e tão profunda que não poderia servir de camuflagem a alguém com intenções menos valorosas. E aquele ar de deliciado, aquele olhar de criança encantada, quando contemplara o mundo dela.
Conseguira arrancar-lhe o primeiro esgar daquele que seria, provavelmente, o seu primeiro sorriso."
"Em lugar de ir para a aldeia, regressou para o castelo.
Era a primeira vez desde que era rei que não passeava pela aldeia ao início da tarde. O seu povo iria estranhar mas, naquele momento, precisava ficar só e tentar perceber como iria explicar a todos que já escolhera a sua esposa e a mãe dos seus filhos.
Apressou o passo e rapidamente chegou ao castelo, onde se recolheu nos seus aposentos, perante o espanto dos trabalhadores.
A palavra que o rei chegara demasiado cedo ao castelo e que estava encerrado nos seus aposentos correu veloz pelo castelo, chegando aos ouvidos do anão.
Embora soubesse que seria insultado e maltratado, o anão percebeu que a situação era demasiado grave para se preocupar consigo próprio e correu para os aposentos do rei, entrando mesmo sem se anunciar."
Morten sentou-se, ainda meio ensonado, sem perceber muito bem se est
ava acordado ou a dormir e, mais uma vez, a sonhar com Freyja.""Não estava zangada, dificilmente poderia ficar zangada com Morten. Percebera desde o primeiro momento que aquela tristeza era tão genuína e tão profunda que não poderia servir de camuflagem a alguém com intenções menos valorosas. E aquele ar de deliciado, aquele olhar de criança encantada, quando contemplara o mundo dela.
Conseguira arrancar-lhe o primeiro esgar daquele que seria, provavelmente, o seu primeiro sorriso."
"Em lugar de ir para a aldeia, regressou para o castelo.
Era a primeira vez desde que era rei que não passeava pela aldeia ao início da tarde. O seu povo iria estranhar mas, naquele momento, precisava ficar só e tentar perceber como iria explicar a todos que já escolhera a sua esposa e a mãe dos seus filhos.
Apressou o passo e rapidamente chegou ao castelo, onde se recolheu nos seus aposentos, perante o espanto dos trabalhadores.
A palavra que o rei chegara demasiado cedo ao castelo e que estava encerrado nos seus aposentos correu veloz pelo castelo, chegando aos ouvidos do anão.
Embora soubesse que seria insultado e maltratado, o anão percebeu que a situação era demasiado grave para se preocupar consigo próprio e correu para os aposentos do rei, entrando mesmo sem se anunciar."
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