"Segundo os éditos, esta era quinta vez que o caso era levado ao rei, que se via assim compelido a tomar uma decisão drástica.
De facto, depois das tentativas que já fizera, só via uma solução: mandar os dois vizinhos a mudarem-se para lados opostos da aldeia. Caso não se mudassem, o rei recusar-se-ia a perder mais tempo com os dois teimosos.
Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus."
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
"A Ilha"
"Este cenário de deserto gélido era reconfortante para Morten. A solidão, a certeza que não encontraria ninguém para lhe dizer isto ou aquilo, para o criticar, para o apontar, eram o garante do seu descanso.
Quando decidira mudar-se para a Ilha, muita gente lhe dissera que aquela solidão ser-lhe-ia agradável a princípio, mas que duraria para o resto da vida e que isso tornar-se-ia, provavelmente, insuportável.
Discordava completamente daquela visão.
A solidão nunca o assustara, pelo contrário."
"Morten tentou habituar os olhos à escuridão, mas era impossível distinguir o que quer que fosse.
De repente, percebeu. Exceptuando o vento que corria agora rapidamente lá fora, o silêncio era total. Adormecera embalado pelo consolador crepitar da lenha no fogo e este apagara-se. Acordara com a ausência desse ruído acolhedor.
Com alguma cautela, procurando evitar pisar as cinzas ainda quentes, Morten levantou-se e espreitou pela rudimentar chaminé.
Estava a amanhecer."
Quando decidira mudar-se para a Ilha, muita gente lhe dissera que aquela solidão ser-lhe-ia agradável a princípio, mas que duraria para o resto da vida e que isso tornar-se-ia, provavelmente, insuportável.
Discordava completamente daquela visão.
A solidão nunca o assustara, pelo contrário."
"Morten tentou habituar os olhos à escuridão, mas era impossível distinguir o que quer que fosse.
De repente, percebeu. Exceptuando o vento que corria agora rapidamente lá fora, o silêncio era total. Adormecera embalado pelo consolador crepitar da lenha no fogo e este apagara-se. Acordara com a ausência desse ruído acolhedor.
Com alguma cautela, procurando evitar pisar as cinzas ainda quentes, Morten levantou-se e espreitou pela rudimentar chaminé.
Estava a amanhecer."
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
"A Ilha" é um romance de ambientes fantásticos nos quais se cruzam criaturas que habitam a nossa imaginação e seres humanos capazes de tudo para defender aqueles que amam.
Entre guerras e profundos laços de amizade geram-se encontros e desencontros que começam com um homem que, desiludido com a vida, resolve fugir para uma ilha que julga deserta.
No entanto, rapidamente descobre que não está tão sozinho como gostaria...
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