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terça-feira, 31 de agosto de 2010

"A Ilha"

"A Ilha"

"Tinham razão. Eram muito diferentes e talvez não fosse possível. Começava a pensar que tudo aquilo nada mais fora do que uma loucura e que talvez o preço a pagar por a levar avante fosse tão elevado que não valesse a pena.



Pediu à Assembleia que lhe desse uma semana, um prazo que consideraram razoável, e continuou com a discussão dos problemas do dia-a-dia.

Como sempre, não eram muitos e ficaram rapidamente despachados, o que se revelou um alívio para Freyja. Ao contrário do que esperava, o seu coração estava agora ainda mais apertado. Precisava de descansar. E de encontrar um ombro amigo."


"O jovem rei percorreu todo o castelo, mas sem qualquer sucesso. Nem um sinal dos dois.



De volta à Praça de Armas, chamou o seu servo e os dois voltaram ao castelo. O jovem rei estava convencido que Morten e Fiydin tinham saído por um motivo.


Já no bosque encontraram Fiydin, caminhando de cabeça baixa em direcção ao castelo.

- O que sucedeu? – perguntou o jovem rei. O anão abriu os olhos o mais que pode, como se repetisse a pergunta.


- Ele partiu. Tentei impedi-lo, disse-lhe que era uma loucura meter-se no bosque à noite, mas ele não pareceu muito preocupado e seguiu caminho."

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mais um bocadinho...

"Uma manhã, aconteceu. Abriu os olhos e lá estava ela, sorridente, agachada junto a ele. Estava vestida de azul, um azul tão claro que mais parecia água transparente, o mesmo azul que cobria as pequenas asas. Morten interrogou-se se todos os vestidos dela teriam asas. Queria perguntar-lhe mas receava que muitas questões fossem demasiadas e acabassem por a afastar, tal como temia que, se não fizesse perguntas, se permanecesse calado, ela se fosse embora.
Morten sentou-se, ainda meio ensonado, sem perceber muito bem se estava acordado ou a dormir e, mais uma vez, a sonhar com Freyja."


"Não estava zangada, dificilmente poderia ficar zangada com Morten. Percebera desde o primeiro momento que aquela tristeza era tão genuína e tão profunda que não poderia servir de camuflagem a alguém com intenções menos valorosas. E aquele ar de deliciado, aquele olhar de criança encantada, quando contemplara o mundo dela.
Conseguira arrancar-lhe o primeiro esgar daquele que seria, provavelmente, o seu primeiro sorriso."

"Em lugar de ir para a aldeia, regressou para o castelo.
Era a primeira vez desde que era rei que não passeava pela aldeia ao início da tarde. O seu povo iria estranhar mas, naquele momento, precisava ficar só e tentar perceber como iria explicar a todos que já escolhera a sua esposa e a mãe dos seus filhos.
Apressou o passo e rapidamente chegou ao castelo, onde se recolheu nos seus aposentos, perante o espanto dos trabalhadores.
A palavra que o rei chegara demasiado cedo ao castelo e que estava encerrado nos seus aposentos correu veloz pelo castelo, chegando aos ouvidos do anão.
Embora soubesse que seria insultado e maltratado, o anão percebeu que a situação era demasiado grave para se preocupar consigo próprio e correu para os aposentos do rei, entrando mesmo sem se anunciar."