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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
"A Ilha"
"Nunca o seu reino ficara sem um rei, a necessidade de encontrar um herdeiro para o trono nunca se colocara ao seu povo.
Os destinos do seu reino estavam nas mãos da sua família desde tempos imemoráveis, sem que alguma vez isso tivesse sido posto em causa. Nunca ninguém o contestara e nunca haviam faltado herdeiros ao trono. Que ele soubesse, não existia sequer uma lei com a solução para o caso de não existir um futuro rei.
O povo tremera na sua ausência, mas a certeza que voltaria para casa era tal que não tinham sequer pensado em encontrar um substituto.
Poderia sempre assegurar o futuro escolhendo o seu sucessor entre um dos aldeãos, mas não fazia ideia de como o povo reagiria a tal decisão."
"Meio escondida pelo pó, lá estava a porta, uma pequena porta de madeira. Morten contemplou-a, duvidando que conseguisse passar por ela. Mas o pior é que a planta não fazia menção à altura do túnel. Se fosse do mesmo tamanho da porta, seria quase impossível chegar à aldeia.
Depois de algum esforço e de provocar uma enorme nuvem de pó, o criado conseguiu abrir a porta.
Os dois espreitaram para o túnel e, apesar de toda a expectativa, nada mais era do que isso mesmo, um túnel. Um longo corredor de pedra, escuro e despido.
Morten agarrou na tocha e despediu-se do criado, pedindo-lhe para avisar o jovem rei que ia seguir caminho.
Sentia-se pouco confiante e a escuridão e a humidade que o envolviam não ajudavam, mas Morten seguiu caminho."
in "A Ilha" disponível no Google Books
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