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quarta-feira, 23 de março de 2011
"O Avião"
"Mariana percorreu o enorme aeroporto pela enésima vez, sempre com a sensação que estava a correr contra a maré, fosse em que sentido fosse.
Olhava fixamente para todas as caras, procurando qualquer pormenor que lhe dissesse que aquele homem ou aquela mulher era Simão.
Quando aceitara encontrar-se com ele naquele aeroporto, um território neutro como ele lhe chamara, nem sequer sabia com certeza que se tratava de um homem. "
"O comandante ficou a vê-los descerem a colina rapidamente e algo se ligou de repente e de forma violenta no seu cérebro.
- Afastem-se!
Afastem-se daí! – gritou-lhes, correndo na direcção deles para os puxar para trás, ao aperceber-se que eles não o tinham ouvido. Ou que simplesmente o tinham ignorado, como tantas vezes faziam, na ansiedade de ajudarem alguém.
Reuniu-os e ordenou-lhes que subissem a colina.
Daquele ponto mais elevado conseguiu perceber a real extensão daquilo que tinham em mãos."
in "O Avião"
terça-feira, 1 de março de 2011
Destino amoroso
Surgiu uma pequena discussão sobre o destino amoroso dos três personagens principais de "A Ilha". Alguns parecem desiludidos com a escolha da personagem feminina. O que têm a dizer?
Gostaram ou preferiam outro final?
Gostaram ou preferiam outro final?
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
"Dívida de Honra"
"- E as pessoas? O que é que acham?
"Era mais um encanto daquele homem. Tinha aquele ar robusto, confiante e agarrara-lhe a mão como quem tinha a certeza de que era isso mesmo que queria fazer, mas as pernas tremiam-lhe perante a possibilidade de ela poder ter razões para não querer ser associada a ele daquele modo.
in "Dívida de Honra" disponível em www.bubok.pt
- Estão na expectativa, claro. Qualquer um de nós está na expectativa. Nós chegámos a achar que o nosso projecto não ia avançar. Mas parece que o Governo Provisório se preocupa com a ciência e lá arranjaram maneira de nos deixar vir. E conseguiram arranjar dinheiro, um milagre, certamente, mas arranjaram. – Renato não era capaz de pensar em mais nada, ficando em silêncio por alguns momentos.
Sentia o seu abdómen contrair-se e relaxar-se repetidamente e com uma rapidez crescente, de tal forma que achava que Catarina conseguia ver os movimentos.
De facto, ela não conseguia ver, mas adivinhava-os.""Era mais um encanto daquele homem. Tinha aquele ar robusto, confiante e agarrara-lhe a mão como quem tinha a certeza de que era isso mesmo que queria fazer, mas as pernas tremiam-lhe perante a possibilidade de ela poder ter razões para não querer ser associada a ele daquele modo.
- Eu quero, não é preciso ter medo. Foi uma reacção impulsiva, impensada. – Renato voltou a agarrar-lhe a mão com a mesma confiança e dirigiu-se a casa de Maria, perante os olhares dos seus vizinhos, alguns directos e outros escondidos pelas portadas de madeira entreabertas.
Bateu à porta e Maria apareceu, não conseguindo disfarçar a surpresa ao ver Catarina. A surpresa aumentou ao ver que estavam de mão dada e Catarina apercebeu-se, levando-a a puxar a sua mão. Mas Renato não a deixou soltar-se."in "Dívida de Honra" disponível em www.bubok.pt
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
"Os Últimos a Sair"
"- Diabos? Eu não consigo entender essa expressão… - a conversa foi interrompida por um grito de um dos agentes.
A primeira das pessoas a ser libertada estava à porta do edifício, fazendo sinal com um lenço de papel branco para que a deixassem sair.
- Aposto que também aquela mulher te vai conseguir explicar o que se está a passar dentro da cabeça do homem que a manteve refém… Até aposto que ela está do lado dele.
- Ai… Não vens tu também com aquela conversa da síndrome de Estocolmo…"
"- O que aquela mulher disse…
- Eu já vivi tudo o que aquela mulher disse e muito mais do que isso. E esse António também. É por isso que ele está lá dentro, com uma arma, em busca de alguma justiça, mas, sobretudo, em busca de por um fim a isto. Deixa-o. Deixa-o fazer o que ele tem a fazer.
- Ouviste bem o que acabaste de me pedir? Eu não posso deixar que um homem mate outro, por mais razões que ele tenha. E desculpa lá que eu te diga, também não me parece que tenha assim tantas… - João levantou-se e agarrou um braço de Correia com toda a força que as algemas lhe permitiam ter." in "Os Últimos a Sair", "Pequenas Histórias para Entreter"
A primeira das pessoas a ser libertada estava à porta do edifício, fazendo sinal com um lenço de papel branco para que a deixassem sair.
- Aposto que também aquela mulher te vai conseguir explicar o que se está a passar dentro da cabeça do homem que a manteve refém… Até aposto que ela está do lado dele.
- Ai… Não vens tu também com aquela conversa da síndrome de Estocolmo…"
"- O que aquela mulher disse…
- Eu já vivi tudo o que aquela mulher disse e muito mais do que isso. E esse António também. É por isso que ele está lá dentro, com uma arma, em busca de alguma justiça, mas, sobretudo, em busca de por um fim a isto. Deixa-o. Deixa-o fazer o que ele tem a fazer.
- Ouviste bem o que acabaste de me pedir? Eu não posso deixar que um homem mate outro, por mais razões que ele tenha. E desculpa lá que eu te diga, também não me parece que tenha assim tantas… - João levantou-se e agarrou um braço de Correia com toda a força que as algemas lhe permitiam ter." in "Os Últimos a Sair", "Pequenas Histórias para Entreter"
sábado, 21 de agosto de 2010

"Dívida de Honra" de Luz de Lisboa
em www.bubok.pt
http://www.bubok.es/comprar/quotDivida-de-Honraquot/id=188926
“Renato é um homem que fugiu do seu passado pouco honroso enquanto agente da polícia política, isolando-se numa pequena aldeia cujos habitantes desconhecem a sua identidade.
A aldeia recebe um grupo de cientistas e Renato apaixona-se por uma delas, Catarina, uma mulher mais nova cujo passado se cruzara com o dele, sem que ambos o saibam.
Este passado comum vai comprometer a relação.
O regime totalitário que dominava o país quando Renato fugiu sofre grandes mudanças e um dos homens responsáveis pela jovem democracia, Aníbal, faz também parte do passado de Renato. Tem para com ele uma dívida de honra, bem como uma estima e admiração profundas. E não nada o fará desistir de o encontrar…"
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Personagens principais
A Ilha
A Ilha é, mais do que um cenário, a personagem principal do livro.
Ao contrário do que muitos idealizam, esta ilha não tem palmeiras à beira-mar nem resorts de luxo. Trata-se, sim, de um local perdido no meio do mar, isolado do resto do mundo e do tempo e que todos aqueles como nós, os que (sobre)vivem do lado de cá, julgam ser completamente deserto.
Uma vasta planície de gelo puro, quase um espelho, que se estende até ao mar revolto e agreste, determinado a afastar os indesejados. Ventos cortantes que assobiam, uma velha cabana degradada mas ainda assim acolhedora e uma floresta cerrada, feita de árvores que se diria poderem animar-se sempre que quiserem, que esconde outros mundos: é a depois dela que algumas das personagens vivem e se protegem.
E é algures dentro dela, num outro tempo, numa outra dimensão, numa ilha à parte da própria ilha, que habitam outras personagens...
O Mundo de Freyja e Fiydin
Este é mais um cenário que é quase uma personagem.
Paradigma de tudo o que de mais bonito existe na vida, é a casa maior de duas das principais personagens de "A Ilha".
Belas flores que crescem livremente, quase sem precisarem de rega, árvores que parecem embalar os pequenos habitantes nos seus ramos.
Erva fresca e alta, permanentemente orvalhada, no meio da qual os habitantes brincam às escondidas. O céu é sempre azul e o Sol brilha mesmo quando no mundo lá fora tudo está coberto por nuvens tão negras como a noite.
Este mundo só pode ser encontrado se os seus habitantes assim o desejarem. Ao longo dos tempos desenvol
Diz-se que se situa algures no meio da floresta, mas poucos o conseguem ver...
Freyja
Freyja é, tal como o seu mundo, uma criatura especial.
Embora pertença a uma espécie não-humana, é mais humana de todas as personagens: hesita entre o amor de um homem que mal conhece e aquele que sempre pensara ser o amor da sua vida.
Hesita entre casar com o amor de sempre contra a vontade do povo que lidera.
Mas não hesita em levar para o seu mundo protegido um homem que acaba de conhecer.
Pequena, à semelhança de todos os seus conterrâneos, chama a atenção pela sua pela extraordinariamente branca e pelos cabelos negros como as penas de um corvo, mas, sobretudo, pelas suas asas que quase nunca deixam de se agitar.
Herdou o reino do seu pai e, tal como os seus antecessores, não tinha qualquer preparação para as responsabilidades de reinar, embora essa seja, de facto, a sua maior vocação.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Uma manhã, aconteceu
"Alguém que ele não conhecia de lado nenhum conseguira que visse a verdade que ele não queria aceitar por nada. Apesar de considerar aquela Ilha como sua, apesar de acreditar que mais ninguém a habitava, aquela pequena mulher fizera-o despertar para a realidade.
-Eu comprei esta Ilha para viver em paz, sozinho.
- Porque é que alguém quer viver sozinho? É tão triste...
E depois, compraste esta Ilha a quem?"
"Uma manhã, aconteceu. Abriu os olhos e lá estava ela, sorridente, agachada junto a ele. Estava vestida de azul, um azul tão claro que mais parecia água transparente, o mesmo azul que cobria as pequenas asas. Morten interrogou-se se todos os vestidos dela teriam asas. Queria perguntar-lhe mas receava que muitas questões fossem demasiadas e acabassem por a afastar, tal como temia que, se não fizesse perguntas, se permanecesse calado, ela se fosse embora."
"Depois de dominar a surpresa, o rapaz sorriu e estendeu a mão ao príncipe, apertando-a com força. Esperava encontrar tudo naquela Ilha menos uma criatura estranha da sua idade que parecia conhecer a sua língua. Mas bastava-lhe olhar para ele para perceberem que poderiam ser camaradas. Aqueles olhos azuis inspiravam-lhe uma confiança imensa, como nunca tivera em ninguém.
- Obrigado. Venho à procura do meu pai. "
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