quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vamos todos divulgar o grupo "Os Meus Livros - Luz de Lisboa"

Vamos todos divulgar o grupo "Os Meus Livros - Luz de Lisboa"
Vamos todos divulgar o grupo "Os Meus Livros - Luz de Lisboa".
Quero ver-vos a todos a colocarem o link do Grupo no vosso perfil e a convidarem todos os vossos amigos a fazerem o mesmo!
Podem fazê-lo também noutras redes sociais ou através de email para a vossa rede de contactos.

Let’s all promote the Group “Os Meus Livros – Luz de Lisboa”.
I want to see you all posting the Group’s link on your profiles and inviting your friends to do the same!
You can do it using other social networks or via email to your contacts.




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 Quando?/When?
Segunda-Feira, 28 de Fevereiro às 10h00
Monday, February 28 at 10:00pm - March 1 at 1:00am

Onde?/Location?
Facebook

Criado por/Created By


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"Os Meus Livros - Luz de Lisboa" no Facebook

"Os Meus Livros - Luz de Lisboa" no Facebook

http://www.facebook.com/?tid=1271652486805&sk=messages#!/group.php?gid=147661828589932

"A Ilha"



"Nunca o seu reino ficara sem um rei, a necessidade de encontrar um herdeiro para o trono nunca se colocara ao seu povo.



Os destinos do seu reino estavam nas mãos da sua família desde tempos imemoráveis, sem que alguma vez isso tivesse sido posto em causa. Nunca ninguém o contestara e nunca haviam faltado herdeiros ao trono. Que ele soubesse, não existia sequer uma lei com a solução para o caso de não existir um futuro rei.


O povo tremera na sua ausência, mas a certeza que voltaria para casa era tal que não tinham sequer pensado em encontrar um substituto.


Poderia sempre assegurar o futuro escolhendo o seu sucessor entre um dos aldeãos, mas não fazia ideia de como o povo reagiria a tal decisão."




"Meio escondida pelo pó, lá estava a porta, uma pequena porta de madeira. Morten contemplou-a, duvidando que conseguisse passar por ela. Mas o pior é que a planta não fazia menção à altura do túnel. Se fosse do mesmo tamanho da porta, seria quase impossível chegar à aldeia.



Depois de algum esforço e de provocar uma enorme nuvem de pó, o criado conseguiu abrir a porta.


Os dois espreitaram para o túnel e, apesar de toda a expectativa, nada mais era do que isso mesmo, um túnel. Um longo corredor de pedra, escuro e despido.


Morten agarrou na tocha e despediu-se do criado, pedindo-lhe para avisar o jovem rei que ia seguir caminho.


Sentia-se pouco confiante e a escuridão e a humidade que o envolviam não ajudavam, mas Morten seguiu caminho."
in "A Ilha" disponível no Google Books

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"O Avião"


"De repente, uma silhueta feminina deslizou pelas escadas e prendeu a sua atenção como a teia de uma aranha prenderia uma mosca. A mulher desapareceu por entre os restantes passageiros e Simão saltou do banco na sua direcção.



Era Mariana, era ela."

"Um ruído ensurdecedor fez-se ouvir, percorrendo todo o avião de alto a baixo e de uma ponta à outra, seguido de diversas ondas de percussão, violentas e infindáveis. O avião foi invadido por um frio cortante, quase mortífero.



A força do vento que se sentiu era como um espirro de Gulliver sobre Lilliput e Simão caiu, ao mesmo tempo que as luzes se apagaram para darem lugar a uma claridade que quase o cegou."

("O Avião" in "Pequenas Histórias para Entreter" disponível em http://www.bubok.pt/)


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"A Ilha"

"De facto, depois das tentativas que já fizera, só via uma solução: mandar os dois vizinhos a mudarem-se para lados opostos da aldeia. Caso não se mudassem, o rei recusar-se-ia a perder mais tempo com os dois teimosos.


Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus.

No entanto, havia a possibilidade de ele ser somente o primeiro de muitos outros, de estar apenas a abrir caminho para os novos invasores. O jovem rei não sabia como lidar com a perspectiva de uma nova invasão." in "A Ilha" disponível no Google Books

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

http://www.facebook.com/notes.php?id=1611234401&notes_tab=app_2347471856#!/group.php?gid=147661828589932

"Dívida de Honra"

"- E as pessoas? O que é que acham?
- Estão na expectativa, claro. Qualquer um de nós está na expectativa. Nós chegámos a achar que o nosso projecto não ia avançar. Mas parece que o Governo Provisório se preocupa com a ciência e lá arranjaram maneira de nos deixar vir. E conseguiram arranjar dinheiro, um milagre, certamente, mas arranjaram. – Renato não era capaz de pensar em mais nada, ficando em silêncio por alguns momentos.
Sentia o seu abdómen contrair-se e relaxar-se repetidamente e com uma rapidez crescente, de tal forma que achava que Catarina conseguia ver os movimentos.
De facto, ela não conseguia ver, mas adivinhava-os."
"Era mais um encanto daquele homem. Tinha aquele ar robusto, confiante e agarrara-lhe a mão como quem tinha a certeza de que era isso mesmo que queria fazer, mas as pernas tremiam-lhe perante a possibilidade de ela poder ter razões para não querer ser associada a ele daquele modo.
- Eu quero, não é preciso ter medo. Foi uma reacção impulsiva, impensada. – Renato voltou a agarrar-lhe a mão com a mesma confiança e dirigiu-se a casa de Maria, perante os olhares dos seus vizinhos, alguns directos e outros escondidos pelas portadas de madeira entreabertas.
Bateu à porta e Maria apareceu, não conseguindo disfarçar a surpresa ao ver Catarina. A surpresa aumentou ao ver que estavam de mão dada e Catarina apercebeu-se, levando-a a puxar a sua mão. Mas Renato não a deixou soltar-se."
in "Dívida de Honra" disponível em www.bubok.pt